Na Real Quinta de Queluz com Cláudia Thomé Witte: a morte e a construção da memória de D. Pedro IV
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Encontros nos Palácios Nacionais

Na Real Quinta de Queluz com Cláudia Thomé Witte: a morte e a construção da memória de D. Pedro IV

Descubra como D. Pedro IV construiu a sua própria memória através dos símbolos, da arte e da arquitetura da Real Quinta de Queluz. Neste encontro , Cláudia Thomé Witte revela novas perspetivas sobre o legado do monarca e apresenta três peças recentemente integradas no Palácio Nacional de Queluz, convidando o público a olhar de outra forma para este espaço histórico.

Os símbolos da memória de D. Pedro IV

Quem hoje visita a antiga Real Quinta de Queluz encontra jardins, cenários e obras que, além da sua beleza, guardam histórias muitas vezes esquecidas. Esta comunicação propõe revelar os códigos e símbolos escolhidos por D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal para perpetuar a sua memória.

Num tempo em que a fama não era efémera, a memória de um líder devia afirmar ideais e deixar um testemunho duradouro. A mitologia oferecia esse vocabulário simbólico. Em Queluz, D. Pedro constróiu essa narrativa: regressa para morrer no quarto onde nasceu, associa-se a mitos greco-romanos, lega o coração ao Porto, distribui relicários e até planta uma árvore visível do leito final.

Assim, o palácio deixa de representar o Antigo Regime e transforma-se num símbolo do liberalismo. É neste contexto que se apresentam também três novas peças no Palácio Nacional de Queluz, testemunhos da forma como o soberano quis ser lembrado. Ao compreender estes símbolos, o visitante passa a ver a Quinta de Queluz de outra forma.

Sobre a oradora

Cláudia Thomé Witte é luso-brasileira e pesquisa, desde 2003, o período do Primeiro Reinado no Brasil e da Monarquia Constitucional em Portugal. A autora tem diversos artigos publicados, palestras e comunicações em congressos proferidos no Brasil, em Portugal e na Alemanha. É membro do Instituto Histórico de Petrópolis e do Freundeskreis Leuchtenberg.

Publicou pela Fundação da Casa de Bragança, em 2019, a biografia Maria da Glória, uma princesa brasileira no trono de Portugal. Em 2023, publicou a biografia D. Amélia, a história não contada pela editora Leya Brasil. Em 2024, o livro foi ampliado e reeditado em Portugal pela editora By the Book com o título Amélia de Leuchtenberg, Imperatriz do Brasil, Duquesa de Leuchtenberg. A obra foi distinguida em dezembro de 2024 com o prémio da Academia Portuguesa da História Dr. João Lobo de história concedido pela Santa Casa de Misericórdia de Braga.

A investigadora vive desde 2018 em Lisboa.

Mais informações

  • Local: Palácio Nacional de Queluz
  • Data: 24 de setembro de 2026
  • Horário: 19:00
  • Duração: 1h15
  • Destinatários: Jovens e adultos
  • Ponto de encontro: Entrada principal do Palácio
  • Acessibilidades: Percurso não acessível
  • Informações adicionais: A atividade termina com um cocktail, para convívio e discussão informal de ideias e de experiências, com a duração de 30-45 minutos.

3.00 €